O começo de Mandis: lá e de volta outra vez

Em 2018, eu me tornei professora oficialmente, ao começar a dar aulas no MBA em Marketing Digital da UMC. Quando a oportunidade surgiu, eu não fazia ideia se estava à altura do desafio de ensinar outras pessoas sobre criação de conteúdo. E apesar da minha experiência prática, eu também não sabia se meu conhecimento seria útil para profissionais de marketing. De certa maneira, esse também foi o começo de Mandis. Pelo menos em algum lugar do meu cérebro.

Veja, por mais que as aulas também sejam uma espécie de conteúdo, sua natureza é completamente diferente de escrever um texto, produzir um vídeo ou qualquer outra coisa que eu estivesse acostumada a fazer. Eu estava saindo da minha zona de conforto – um processo que costuma ser bastante doído – para iniciar algo novo, que ainda está sendo criado. Agora, estou convidando você para me acompanhar nessa jornada de aprendizado.

“Tudo o que temos de decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado.” | Gandalf – O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel

Mesmo antes de me tornar uma criadora de conteúdo – seja como jornalista, editora na Royal ou professora na UMC -, eu sempre fui uma consumidora voraz de conteúdo. Minha dieta tem sido bastante variada: livros, sites, blogs, filmes, séries, podcasts e música são só a base da minha pirâmide nutricional. Sempre que posso, estou fazendo algum curso, tentando aprender coisas novas. Porque é simplesmente algo que eu curto fazer, e não uma obrigação. Pois é, #soudessas. Quando eu era criança, pessoas assim eram chamadas de CDF, hoje são lifelong learners.

Diga “amigo” e entre!

Essa curiosidade que não acaba nunca sempre me faz querer aprender um pouco mais. Isso significa que o tempo todo estou estudando, pesquisando informações para algum projeto, conhecendo lugares e pessoas, fazendo (muitas) perguntas, escutando com atenção o que me dizem… Aos poucos vou ligando os pontos desse monte de referências para tentar entender o mundo um pouco melhor. E, se eu tiver sorte, criar algo relevante no meio do caminho.

Quando eu faço conexões, frequentemente elas envolvem alusões a elementos da cultura pop. Com toda certeza Star Wars, O Poderoso Chefão e O Senhor dos Anéis (é só dar uma olhada no título deste post). Acrescente minha paixão por Beatles, um punhado de tiradas e trocadilhos, piadinhas infames e um monte de informações aleatórias que de alguma forma eu guardei ao longo da vida. Tem ainda uma dose de conhecimento formal e técnico. O resultado são textos com tudo isso junto e misturado. Porque é assim que eu gosto e sei fazer.

No meu caso, entretanto, consumir todo esse conteúdo tem um lado negativo. Eu sofro de uma certa infobesidade, por assim dizer. Tem tantas coisas que quero estudar, escrever, criar, que eu tenho tendência a tentar agarrar o mundo com as pernas… Para mim é um grande desafio aprender a ser mais seletiva com esse monte de ideias e priorizar meu tempo para tirar esses projetos do papel. Estou aprendendo sobre isso e qualquer hora conto mais por aqui.

Um portfolio para todos agrupar

Bem, na verdade, eu gostaria que esse fosse um portfólio para agrupar quase todos os meus textos. O trocadilho (não diga que eu não avisei) com “um anel para a todos governar” foi só para contar que vou usar Mandis para tentar reunir em um único lugar alguns dos conteúdos que fazem parte do meu portfólio, centralizando um pouco do que eu já produzi por aí ao longo de 20 anos.

Infelizmente muitos textos se perderam com o tempo – sites que saíram do ar e arquivos bugados -, além de ter uma parte enorme da minha produção que é impressa. Afinal, foram 12 anos só de Diário de Mogi, escrevendo e editando diariamente.

Lá e de volta outra vez

Além do portfólio, uma das coisas que passou pela minha cabeça enquanto eu pensava nesse projeto foi como que eu poderia pegar minha vontade de aprender, de escutar histórias, de conhecer pessoas e suas experiências, e transformar isso em algo útil e interessante para outras pessoas.

Uma possibilidade é usar este canal para compartilhar conhecimento – tanto meu quanto de profissionais que admiro -, e quem sabe poder contribuir para ampliar e aprofundar as conversas sobre criação de conteúdo. Espero que você possa me acompanhar nessa jornada, para trocarmos algumas ideias ao longo do caminho. A paisagem é bacana e eu prometo ser uma boa companhia de viagem.

*A foto em destaque é da minha mesa de trabalho, com um filtro para deixar a bagunça mais bonita, tirada em junho de 2020.

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